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Esquecimentos

  Que povo miserável de ideias, que quaisquer cinquenta anos, e uns trocos a mais na algibeira, acorda a saudade de um povo vigiado, encarcerado, analfabeto, evangelizado, a ter sessenta representantes aos berros, muito mais prisioneiros que livres, num ódio ignobil racista, venerando o ditador. Que povo o meu esquecido de abril.

Jorge Palma - setembro 26

Ficaram-me, trinta mil cavalos a galopar no peito, o desamor do bairro,  a dependência que é uma besta, e a liberdade uma maluca que sabe quanto vale um beijo, os restos mortais da minha fragilidade, as nódoas negras sentimentais, duas almas em guerra, e um lobo malvado. 1000 vezes obrigado Jorge. Cardílium

Dentro de todas as possibilidades

  Dentro de todas as possibilidades, é normalmente a improvável, que se esvai na decisão do coração.

Blogger Cardílium

 Após 20 de blog sapo chegou a hora de "exportar" este acumulado de palavras para o blogger.  O mesmo proposito, ir desabafando por aqui as palavras que me sobram.  Para trás ficaram os seguidores e quem eu seguia que não transitaram para esta nova plataforma, erro meu má fortuna 😉 ou impossibilidade, nem percebi. Vamos "escrevinhando"!

Bater de coração

As tuas palavras pesam o universo inteiro, ao cair do dia, já noite instalada,   eu, adormecido pelo sol, podia morrer agora que a vida me tinha consolado a partida,   vou fazer para que me esqueça de acordar, e assim, possa prolongar este bater de coração.

Esvaziar-me de presença

Quero através destas palavras esvaziar-me de toda esta dor do passado. Esvaziar-me das recordações. Do cheiro. Da ausência. Da memória. Da vez que nos encontrámos e fomos estranhos. Onde ficou a nossa intimidade? Onde abarcou a nossa história? Em que porto?   

A quem nunca foi desordem

O tempo torna-se cada vez mais incolor, a estrada tem cancelas intransponíveis e eu já não sei o caminho, já não sei onde habitas.   a vertente do sul ao sonho enviesou, já não posso esperar pessoas, espero por mensagens, o frio por aviso, a chuva por alerta, e a tempestade planeada.   Chamam caos à planificação, e acredita nisso, - quem nunca foi desordem -