Não sei se existe um mundo da parte de fora do meu mundo, Se do lado de fora da janela onde me escondo, Ou do lado de dentro da janela onde me encontro. Não sei sequer se existe o sol sem que seja a luz que me ilumina toda a poesia que declamo, Ou apenas o mundo que espreita pelas palavras com que me padeço e encanto. Não sei se existe pecado, fé, salvação ou solidão, Não tenho a certeza de estar vivo, ou que a morte seja a partida. Não tenho certezas e muito menos absoluta e verdadeira sabedoria, Fere-me terem-nas tão seguras. Oiço-as como, alegorias (é melhor para mim). Do lado de fora da janela da incerteza, confirmo alegremente esta tristeza.