Sofazando IV
O tempo em forma de hospício e perjuro é pesado nos meus ombros gastos e doridos. As minhas mãos rudes mas fartas de carícias acumuladas gritam amor. O tempo faz com que o amor entendível e sarcástico se esconda enlaçado, como nós de gravata que me desconfortam e sacrificam. Não existirá nenhum poema que me deprima ou alegre, tal como as palavras sublimadas e distantes que me ferem a alma, tanto como a boca de quem as vocifera. Redondo este vocábulo incandescente apaga-se ao nascer e falece ao ser sepultado na rocha cravada e sobranceira ao mar. As cinzas perpetuam a existência, o pensamento, as questões permanentes mais que as existenciais e as respostas adiadas e esperançosas de um tempo inexistente e crasso de vida. A ambivalência é uma oportuna e avançada forma de ser, é uma dúbia forma de estar encarada pela solidão, presença e ilusão. A soma das partes nem sempre é o somatório de um todo ou um todo o divisível das partes. Dentro do meu peito existe como na babilónia um jard...