Muito rio e pouca água!...
Muito rio e pouca água. Corre assim o leito da minha esperança. Espero que a ansiedade me liberte das ideias. Espero num degrau de pedra fria que a noite se deite em passos largos de dança. Corrijo o destino. Viajo pelo tempo e contemplo o caminho. De madrugada a saudade queima-me a ilusão. Entendo largo esse tempo. Abril, saudoso Abril escondeste-te da liberdade. Os beijos foram trabalhar para a cidade. Calmamente deixaram de aparecer aos fins-de-semana. Abruptamente desapareceram do meu peito. Para uns é Deus para outros é o Diabo. O gráfico que representa a vida é feito de altos e baixos. Reparei nisso no resultado de um exame a que chamam electrocardiograma. Vi a vida. Assim mesmo. Com altos e baixos. Nada certa. Incerta sem equilíbrio. Fico mais sereno vendo o resultado assim transcrito em papel milimétrico. Sem duvida, sem nada por esclarecer. O poema que declama a vida foi escrito pela mão do Amor. O milhão de poetas que escreveram o Amor, está em cada sílaba da poesia. São vida...