Noite em Constância
Ingressado sem prévio aviso, Entre rios a enxurrada, Onde antes era a terra, Existe somente água, Lavo assim as minhas mãos, Onde antes me passeava. Serpenteado entre serras, Um fio de água brilhava, O sol no desfiladeiro, Era da cor da prata, O rio azul esperançado, Desaguado estado de graça. Não podia fazer a foz, Senão em terra de poesia, Vila flor, calma, Tejo, Onde o amor desnascente, Cantou Camões mais que ausente, Fogo ardido e amor presente. E onde o Zêzere descamba, Antes de se irmanar no mar, Deus faz da margem amante, Do rio faz a tangente, Da noite faz o luar, Constância é... para se amar.