É como baralhar os elementos
Fazer da ausência presença é como baralhar os elementos. A terra, o ar, o fogo e a água, são analogamente consubstanciados pela admiração, confiança, desejo, paz e esperança. Ter-me é ter-te. Da enfadonha madrugada soltei-me. Cheguei à partida e fiquei. No fosso que existe do verão para o outono existe um limbo que me exalta de vida. A passarada ruma ao sul por esta altura, em esvoaçadas maratonas que representam o meu caminho feito de cicatrizes saradas, e outras por sarar. Depositar-me na compreensão e adormecer no afago, era, o que não alcançava enquanto existência. Assumir dentro de mim “o nós” da caminhada, era o segredo que teimava em manter. Nada por mal. Nada por acaso. Nada, por nada ser. Sentires irracionais não delineados na vontade. A minha casa sempre foi o abismo onde prendi as minhas amarras, onde as minhas âncoras sem lastro me prendiam, numa desconfiança colorida de não entrega, apenas pela entrega. Sempre confiei que podia não ser mais, mas se algum dia o fosse, seria...