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Mostrando postagens de setembro, 2021

Mundo (s)

Se alguma vez houve um mundo entre nós divido, então ainda há, então ainda existe.

Rui Fonseca e Castro

A sobranceria da miserabilidade do complexo de superioridade agonia-me Sr. juíz. Quase que cresce em mim compaixão. Está cheia de extrema direita e maçonismo no olhar e cardeal cerejeira na voz. Triste homem perdido no seu défice.

Havia mais do que o verbo haver

Havia crianças e bailarinos, tambores e noites quentes de árvores silvadas ao vento, flautas feitas de cana-da-índia e lábios escondidos nos canaviais, perfumes adocicados com as estações, murmuradas noites grávidas de manhãs, e manhãs embrulhadas de nós.   Havia mais do que o verbo haver, Havia existir também.

Mar errante

Exproprio a identidade que me mostraste por falta de propriedade, anuncio a publicar em hasta pública, que a mim já me basta, o mar errante.

Madrugada de vento rasgado

Esta madrugada, soube-me a vento rasgado, e a solidão de esperança habitou-me.  

A cada tristeza colocarei flores

Em cada tristeza colocarei flores como num túmulo e  rezarei uma última vez. a cada saudade recordarei cada lembrança, a cada partida celebrarei cada regresso, a cada lágrima lembrarei cada sorriso desmemoriado, em cada fragmento de solidão brindarei ao velho amigo que já não tenho.

Rostos lilases

Nos passos que dei, pertenceram-me noites e madrugadas de acesas fogueiras e poemas à desgarrada, pertenceram-me homens e mulheres soprados pela chuva e molhados pelo vento, despertenceu-me o entendimento e a ganância, os rostos lilases de um continente de olhos grandes, negros e vivos, mais a fome.