Evitamento
Espero o vento entre dois caminhos. Encruzilhado solto uma baforada de frio. Em de mim descansa uma cascata colorida. As folhas soltam-se embriagadas das árvores e o mar rebenta num voo picado e tangente. É madrugada dentro de mim. As horas que me restam de sono vão ser acordadas. O meu olhar solta-se perdido na espuma que se vê nas ondas. Assimilo. A noite estrelada e única é como a insofismável vontade invernosa, chuvosa e rude que me invade. Passeio-me dentro de mim. Procuro que a tua boca me amorne. Um canavial semeado na enseada dança ao assobiar do vento, e, eu ali tão presente, estático e ausente, vivo e vibrante, sôfrego e demente. A madrugada foge pela manhã afora da noite. As tuas mãos percorrem em desvario o momento nas minhas. Ao longe embarcam viajantes numa faina de luz. O tempo esgota-se a cada segundo. O esgotamento é vivo do uso que ao se tempo dá. Não é gasto, é esgotado. Lembro-me de respirar por ti. Respiro a cada suspiro teu. Agora a morte sucumbe, só há vida. Um s...