Sinto-te, em cada palavra com que me inventas de mim mesmo, em cada poema desenhado que perfumas como rosas de maio, em cada sorriso revolto de um mar de vontade. Sinto-te, em cada desabafo com que me desassossegas e acalmas, em cada sonho que cuido, em cada compasso desordenado do meu coração. Sinto-te, Na melodia incandescente de uma valsa em ré menor, em cada descoberta que me arrepia ao pensar-te. Sinto-te, em cada pedaço de saudade que me toca, em todas as recordações cravadas do meu peito no teu, de todas as vezes que as minhas mãos inquietas se deram às tuas.