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Mostrando postagens de outubro, 2021

Merdilheiro

Ontem aprendi esta palavra "merdilheiro", que bem que assenta aos "merdilheiros". 

Velho homem velho

Um homem envelhece mais rápido quando conta somente os anos que tem.

Pedaços de Abril

Pedaços de Abril soltos da tua boca, liberdade, não são partida, são chegada.

Pedaço esfarrapado

Sinto o meu rosto, a arredar-se de mim.   O sol, em sorrisos, tenta animar este pedaço esfarrapado, que me sobra, que  me resta.

poente

À deriva, só as nossas almas gerúndio da nossa estória, estoiradas se embargam, e em todas as madrugadas, vou nesta desenfreada vontade,  viver, antes que o tempo se levante a poente.

À filha, o pai.

Não consigo lembrar-me de ti se não te esqueço.   Lembrar-te, seria admitir ausência alguns dias e, isso é, inequivocamente casualistico.   Esquecer-te-ei nos finados, aí lembrar-me-ás tu em memória que é o que sobra depois de vida.   À filha, o pai.

o medo em medos

  Desconstruo o medo em medos, Confiro-lhes maior número, logo, menor dimensão.

Gosto como sangras escrita alma adentro

Eu gosto como sangras escrita alma adentro. Gosto da forma como das sílabas fazes palavras que são eu. Gosto das palavras lentas e prazeirosas com que me envaideces. Gosto como se lêem os teus vocábulos sempre de forma desfigurada e real. Gosto como sangras escrita alma adentro.

Eu danço com as pedras

Sabes. Eu danço com as pedras! É-me mais fácil. Ninguém me vê. Os sítios são os meus sítios. A leveza do vento embala-me os passos. A música cantam-ma os pássaros e as giestas perfumam o ar. Aprendo assim a dançar no recato da serra. Sabes. Eu danço com as pedras, e gosto.

felizes são as palavras que evoluem e se abraçam dançando pela paz

felizes são as palavras que evoluem e se abraçam dançando pela paz

vento rasgado

Esta madrugada, soube-me a vento rasgado, e a solidão de esperança habitou-me,

a voz da gente

A poesia não se esgota, na resposta na urgência, do que sente.   A poesia é alma, é a voz da gente.