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Mostrando postagens de abril, 2010

Sol fá zando III

A poesia brota-me, Sem dar conta, Onde menos espero, Paralisa-me e rouba-me ao mundo, Tensos, Os músculos, Compõem-me, Inexpressivo, Dentro de mim surge, Napalm como se fosse o meu sangue, Fico mudo, Ledo, Corro para o papel e sepulto-me, Deposito, O que sou, O que vejo, O que penso, O que sonho, Invento palavras e pontuações, Logaritmos e parábolas, Formas entendíveis, E esquizofrenias, Preciso de me depositar, E urgente, Volto, Volto ao ser térreo e mundano, Desta existência, Incontrolável, Ansiosa, De me perpetuar, Neste desabafado fundo branco, Deste papel que me ouve, Sempre.  

Quem te quebrou o encanto nunca te amou

Cheira a flores de rosas no meu quintal. É Maio. As noites têm o silêncio dos amantes. Escondem-se almas voantes na imensidão de vida. Perdura a vontade de fazer do mar companheiro e de deixar completa a obra que é a vida. As crianças têm o encanto da inocência. Já crescido aceito o desencanto da vida. O desencanto da desistência. Aceito a loucura que me tolda. Os sonhos que vou sonhado, o fazer amor em vez de sexo. Os corpos entendidos mesmo usando a mesma linguagem são fugazes e despropositados. Os corpos só se unificam se alma for una. Esse é o privilégio que a vida nos oferece. Poucas vezes sobrevém e as palavras são desnecessárias, não importam, nem se importam. A alma expressa-se não se pronuncia. Expressamo-nos pelo que transparecemos mais do que pelo que dizemos. Transparecemos pelo que exalamos. Cheira a lençóis lavados e frescos no meu peito, de cada vez que acordo do único sonho que tenho. Aos poucos vou concretizando. Concretizar é agradecer a existência. Todos os dias, me ...

Cessou ?

Sou:   Eloquente, Demente, E presente.   Estruturado, Castrado, E desamado.   Sou:   Uno, Mundo, Profundo.   Alegria, Fantasia, E poesia.   Sou:   Pensamento, Elemento, E Fundamento.   Madrugada, Estrada, E caminhada.   Sou:   Ambição, Comunhão, Paixão.   Amor, Dor, E ardor.   Sou:   Aquilo que faço por ser E presença que faço por estar                                                                ………. Tenho muito de mar

As faces na ausência

Transfiguram-se as faces na ausência. Por vezes quero recordar-me de expressões. Faço força, muita força e não consigo de um forma nítida recordar-me. Recordo as sílabas, os cheiros, os lugares, as lágrimas e os sorrisos, o toque, a sabedoria, imagens enevoadas, mas não vislumbro a expressão. Não recordo a cara da minha avó Deolinda ou Júlia.   A ausência deixa-me uma vontade de estar. Esta ausência.   Existem ausências aliviantes. Aquelas em que eu penso: “olha que sorte a minha”. Existem pessoas que deixei de conhecer. Provavelmente porque nunca as conheci. Normalmente são as que eu mais investi e sinalizei. Essa ausência tornou-se normalidade e mais tarde paz. Não passo “cartucho”, nem quero saber. Quem vai vai, quem está está. Cada qual na sua, sem dramas.   A ausência é um mar com vagas enormes de saudade. Isto quando se conheceu quem existiu, e existe quem se conheceu. Esta ausência não muda o que quer que seja. Se se conheceu, sempre se reconhecerá. Se se gostou, sempre se desej...

Intervalo

Entra pela janela o cheiro a pinheiro que chega ao primeiro andar da sala onde me encontro. Este silêncio é dos bons, penso eu! Dá-me a paz da distância, do burburinho, do caminho, que até aqui me trouxe. Oiço alguns latidos ao longe. Dependurando nestes pinheiros mansos existem flores amarelas. O vento corta o silêncio de quando em vez. O monte iluminado e cintilante ao longe, corta a cidade. Não me apetece daqui sair. Sinto pertença crescer no meu peito, o espírito viajante sub eleva-se. Acordo, sonho e adormeço. Piso um chão desconhecido a que chamo erudição. Uma sensação de dejá-vu inunda-me. Sei que existe um rio. Um rio farto e sedoso, lindo, lilás de cor e verde de esperança, vermelho de raiva do direito que tem em chegar à foz. Anormalmente sinto falta da companhia que em lua crescente, mais tarde farta, me visitará mesmo antes de eu a visitar. Imagino um corpo partilhado que me seduz e convida a uma dança. Uma musica feita de tambores arritmados e presentes, quentes e fortes, ...

O que eu passei para aqui chegar

Começa a haver meia-noite nos meus dias. A magica energia da noite, o que sinto, mais do que penso. Penso rapidíssimo com o coração. Sou muito lento com o pensamento. As ordens que recebo do coração assustam-me. A minha cabeça ajusta-as. Mas é o coração que me ordena, que me guia, que me faz avançar, trabalhar, ordenar, organizar. É o coração que me faz sentir fé, saber que sou existência, alma mais que carne, emoção, lágrimas, pranto e riso, filho, amigo e pai. As palavras sem exemplo perdem o conteúdo, nem as oiço. O exemplo não precisa de palavras, fala por si só. Mostram trabalho, inteligência, avanços, recuos, crescimento, amadurecimento, caminho, dias, noites, e não precisam de publicidade ou redes sociais completas e complexas. A simplicidade de ser está na obra que se enceta e nunca se conclui. Não está nas bengalas emocionais. A partilha não é cobrança é partilha. É dizer como foi o caminho e por onde foi. É não saber do minuto seguinte. Comovo-me ao olhar para trás. Vejo o qu...

36 - (Abril 1974) = ausencia

  Sou música. Sou música mais que escrita ou pintura. Sou música mais que outra coisa qualquer. Ouvi Zeca e mais tarde Júlio Pereira. Hoje sou aquelas palavras de Abril. Abril feito de uma verdade passada. Já não cheira a Abril na rua. Foi-se. Não há cravos nas lapelas, e, não havendo flores não existe mais o valor da conquista da liberdade, depois de cinquenta anos de analfabetismo, prisão e extorsão da força do trabalho. Para aprender a ler só o seminário ensinava com a contrapartida de poluir as mentes de uma religião obscena, obscura, capitalista e imperial.   A lua está em celebração de Abril, plantou iluminada um campo de papoilas vermelhas e lilases na planície. Fez a noite amena e os campos a perder de vista. O silêncio brindou-me nesta madrugada de regresso. A cinderela perdeu e achou o seu sapato na noite da liberdade. O pé elegante envolto em seda e sublime no andar. As horas que passaram como fragmentos de tempo que se degustam sem se dar por ele. A magia de estar por estar...

Sofázando II

- A problemocaína é um problema do mundo contemporâneo. - Existem mais problemas que soluções. - Os problemas criam dependência, as soluções libertam-na. - É mais proveitoso sentir a pedrada dos problemas, que o alivio que dá o trabalho da solução. - Problemacaínomano começa a ser estatuto social. - Sem análise psicossomática ou social da classe abalizada tornou-se a problemocaína lamurienta. - As madrugadas, as dificuldades, as recordações, os sonhos, as viagens, a gentalha diferente mais a igual, ou livros, as musicas e as divagações, são o alívio do peso da pertença grupal. - O peso de acordar sem esperança, sem caminho, e transformar isso num desafio intra pessoal indolor à problemaínocanomidade, é a vitória e auto-estima. - Caminhar sem solução, empurrado de recordações vividas, não é mesmo que chorar sem ombro e sem depósito de lixo emocional por incinerar. - Estou limpo.

Perder, Perder, Ganhar, Ganhar

Existe tudo para entender. O terreiro está repleto de seres alienados. Os copos reluzem nos corpos. As mãos são gestos de corpos dançantes inexpressivos. O não entendimento é o fascínio alexitimico. O olhar baço e terno da paranóia da ressaca, não é mais do que o medo de viver. Viver num despropósito continuado invadido de torturantes provocações que a vida oferece, a frio. Resta entender que a existência é a soma dos actos, e que de actos se faz a cena, e que de cenas a vida compõem uma peça.   Trágico, drama, sensorial, humor, ficção, comedia e pranto. Tudo é válido, tudo representa os elementos. Ar, terra, fogo e água descreve emoção. O entendimento é cognitivo e o saldo final é negativo, o intervalo de confiança sem consideração descritiva não é válido e o desvio padrão inexistente. O coeficiente de variância é nulo. A cognição não se entende pela razão.   As emoções são ricas e sábias, não têm análise preponderante ou não deviam de ter. Apenas sentidas são vivas. Movem mares e des...

Sub...trair !

Extorqui dias vividos,  Entre felizes e não, Felizes dias ceifei, Embebidos de negação, Aniquilei noites quentes, Onde me castrei, Onde fui morto, Sedento dancei ilusão, Mais palavras que sedução, Inverdade que admiração, Traí o homem amigo, Envenenado do desejo, Tal Eva no paraíso.   Se pudesse matava o Verão!... Não adicionava, Subtraía-me….

Espraiando

Como se transforma uma noite escura, aguaceira em luz amena e claridade? O rio salpica o reflexo das estrelas no cais fundeado dos mesmos barcos do verão. As árvores choram ao rio descabeladas. Saltámos para Africa. Habitámos praças e medinas. Circunscrito o mar ali. Olhamos o templo quente, daquele verão que ate hoje vive recordado. Os dedos são complemento de vontade. Guardo o avermelhedo tom. Guardo os acordes da cave enevoada de fumo de acordes do contrabaixo. O êxtase daquele clube quente e pouco frequentado da praça da alegria agora ardida. Estive ali à porta e senti. Como eu queria navegar para além deste caminho. Adapto-me. Habita em mim desconexo uma felicidade guardada a sete chaves. Irrepetível. Textos embalam-me e despertam-me. Li um texto que dizia:    “…A caminho da biblioteca olhei, vi um quadro lindo e previsível, a minha amante lavava o carro com o marido. Senti-me desculpado e fascinado no minuto seguinte. A barca vagueia nas ondas e o mar é bonançoso, tão bonançoso c...

Não me digas que não me compr'endes !

Naturalmente entendo que já não se entenda. Quanto mais próximo me sinto da autonomia de poder decidir pequenas coisas, mais próximo me sinto de quem tem que executar. Um dia (a única) mulher que amei, conheci e me dei a conhecer, disse-me… “admiro o teu sentido de justiça”… ouvíamos a mesma música, gostávamos dos mesmos poetas e de sítios pouco elaborados e desertos. Por isso e muito mais ainda nos amamos.   Vi-te a trabalhar o dia inteiro construir as cidades pr'ós outros carregar pedras, desperdiçar muita força pra pouco dinheiro Vi-te a trabalhar o dia inteiro Muita força pra pouco dinheiro Que força é essa que trazes nos braços que só te serve para obedecer que só te manda obedecer Que força é essa, amigo que te põe de bem com outros e de mal contigo Que força é essa, amigo. Não me digas que não me compr'endes quando os dias se tornam azedos não me digas que nunca sentiste uma força a crescer-te nos dedos e uma raiva a nascer-te nos dentes Não me digas que não me compr...

Sofázando

- Ser poeta de miserabilidade. - Analista inveterado de acontecimentos. - Ser crítico mais que auto crítico é cegueira pura desfigurada. - Falar do que não se sabe é negar o que se sente. - Tomar partido é ignorância desmedida. - Ninguém sabe sentir o que não sente. - Apenas se entende o que se vive. - A carne é a alegoria da dor e alegria. - A ruptura é uma oportunidade introspectiva que se aproxima da verdade. - O distanciamento é o caminho para o conhecimento. - A perda é a transformação para o ganho. - Os pontos juntam-se e formam um nicho. - A raiva é demente e cega as evidências. - Os percursos contíguos ás evidencias clarificam o que o tempo castra, de tantos sinais enviados e negados. - O alívio do insucesso relacional é aceite quando o arco-íris irrompe estatelado no leito ao acordar. - Como me fascinam as opiniões abruptas e sempre prontas, iguais de tão contrárias e gastas, separadas de meras horas. - A análise cuidada e crítica feita de recensão, fundamentam a ignorância at...

Poeta castrado não!

Penso e leio Ary dos Santos desde sempre. Sei que nunca terá o reconhecimento merecido para além de um nome de um largo escondido de Alfama. Ele também nao se importa nada com isso. Sei que de excessos se diferenciou e diferenciou-se pela enormissima obra deixada. Deixada escrita e prima. Sei que nao colaborou e nao era bem comportado. Sei que hoje vivo e terreno porque morto em mim nao está, jamais seria considerado, tao perto estamos do outro tempo. Tempo de campos cultivados de fome. Das barrigas alentejanas de fartura latinfundiaria da mão explorada. Da saudade de matar por aí Catarinas não caladas. Das touradas snobes de ferros espetadas no peito. Hoje especialmente por ser hoje. Pela ilusão do conhecimento ser uma desconhecida desilusão, deixo um retrato meu...e os meus olhos molhados, porque sinto. Obrigado Jose Carlos por  me ensinares "Poeta castrado não !"     Poeta castrado não!   Serei tudo o que disserem  por inveja ou negação: cabeçudo dromedário fogueira de exi...

Concessionado

Quando os raios de sol me cegam caminho por intuição. Confio no passo seguinte de um caminho que tem que ser feito tantas vezes sem rede nem claridade. Cada desafio é uma oportunidade, ultrapassável. Não há forma de saber o que está para lá da esquina seguinte se não a dobrar. Tal qual caravela quinhentista de velas desfraldadas, dobrando o Bojador em boa esperança. Desafiar-me é provocar-me. É saber que irei sempre mais além. É ser medo e força. Pensamento e decisão. Acção mais que sonhos delirantes e coloridos de uma natureza morta de palavras, que somente as palavras nos dão. Que bem me sabem as noites estafadas da concessão de um sentimento de dever desafiado e cumprido. Que bem me sabe a brisa que corre na estação sintonizada de uma musica que me trás de regresso. Que bem me sabe aprender. Que bem sabe descobrir-me. Não tenho. Não existem desculpas para não ser eu. Não consigo lamuriar-me e ser imóvel. Se o fizer a lamuria perde o sentido, e, diminui-me. Sou um homem de mangas arr...

Sem mais nada...

Envia-me beijos, E laços para por ao peito.   Lágrimas choradas, Para meu enfeite.   Oferece-me somente a palavra, Que quero ouvir.   Sem mais nada………   As nossas mãos, Entrelaçadas.   Pede-me presença, Mais que ausência.   Dá-me um segredo, Um beijo e paciência.   Que eu vou, Escutar o teu lamento.   Dá-me um laço e um beijo, E um teu ... momento.

Vôo picado

O gemido e o pranto ecoam na noite num esplendor de miséria adornada de festa numa tenda improvisada num monte distante e deserto. De um porto azul de mar fugiste pela madrugada afora. Partiste assim, sem mar nem vento ou explicação. Partiste no sentido lato e cheio de partida. Deixaste o mar profundo de uma saudade imensa e intensa. Ontem naufraguei nas lágrimas que me abundam, danado e irreverente, rosado e soprado este vento de metal cor do ouro abafa-me. O calor levanta-se mal raia o dia. O meio do dia já ferve, refresca-se pelo final da tarde e adormece à tardinha. Fazes-me lembrar um campo colorido de papoilas sopradas ao vento. Embeleza-te uma trança e uma barcaça. Gemem sons da tua ausência num poema que me traz de mim. Sorvo uma baforada de nevoeiro de um só trago. Prego-me estanque ao chão, não quero andar ou rebolar-me nesse mundo que não é meu. Cosi umas asas em mim e voei. Queria saber ser pássaro e voar sem direcção, ver-me do alto pequeno. Descansei embriagado pelo cheir...

Não sendo o sonho fui a realidade

A pronúncia quente e aconchegante das palavras do ventre materno no Inverno saudoso da partida desta tua vida minha mãe, habita em mim um real sentir que julguei não existir. Antecipo, antevejo e pressinto. Ver-te assim curvada de um frio preto de tão negro que te habita a alma aguardando os dias que a morte premeia com uns restos de vida, emudece-me, paralisa-me e colhe-me. Os gatos no quintal desaparecem com miares dengosos e mórbidos de finados. Ver-te de encontro às portas na espera da voz que reconhece quem a visita numa cegueira definitiva gela-me e enraivece-me. Já não oiço a tua gargalhada e o velho rádio roufenho já não toca. As flores perderam a cor e os canteiros estão a murchar. Ainda tenho coisas para te dizer mesmo que não as ouças. Provavelmente assuntos desinteressantes e que te desassossegam. Assuntos que não te alimentam. Três ou quatro palavras são suficientes, fartas e parcas, e abarcam o que tenho para te confiar. Desço a rua em direcção à baixa, em direcção ao rio...

Herança

Não preciso de ter noventa e dois anos para entender que nesta vida já deixei herança à minha primogénita. Vejo-o no olhar matizado de palavras. Nas acções pensadas e não caducas. Na roupa que escolhe, nos sítios que visita, na musica que ouve e nos livros que lê. Não precisou de colégio inglês ou francês ou de estudar no estrangeiro. Precisou entender simplesmente a verdade da vida. Não me desmarquei da minha função de Pai desmarcando-me dela. O erro é uma dádiva feita de oportunidade.   - Estive muito mais no erro que no acerto. - Estive muito mais nas lágrimas que nas gargalhadas. - Estive muito mais no trabalho que na complacência. - Estive muito mais no caminho que na paragem. - Estive muito mais no medo que na segurança e da segurança fiz um lar. - Estive e foi suficiente … estar.   A cumplicidade patente verte lágrimas e sorrisos, preocupação e protecção, abraços e sonos de paz. Não preciso ter noventa e dois anos para deixar herança de conta bancária, casas, carros, propriedade...

Coração às pregas

Tenho pregas no meu coração. Pregas como os plissados antigos dos vestidos ás ramagens do baile de chita. Enrugados os meus olhos vislumbram mentecaptas que se disfarçam à passagem, pregando os olhos no chão de um desconhecimento deles próprios projectados em mim. Ontem cruzei-me com um velho conhecido que me deixou de cumprimento inacabado não correspondido. Na verdade não me afecta e jamais isso me voltará a acontecer, porque terá sido a minha última saudação. No entanto não deixei de pensar na caducidade da pessoa e do seu próprio desconhecimento, revelador da sua própria ignorância.   Pensei no meu coração plissado e pensamento engomado, vincado e esticado. Eu treino o meu pensamento por isso tenho pregas no coração, pregas marcadas de vida, de experiência, de bons sentimentos e coerência. Pregas que fazem do meu coração novo, aberto e saudável, selectivo mas sano. Tenho marcas que me diferenciação. Tenho atitudes que me felicitam. Tenho uma luta dentro de mim inacabada. Tenho um p...

Amor = (M+PI+X) K

  Separei-me do meu corpo ao acordar. Um sentimento de acordar cansado depois de o meu ser terreno ter adormecido a minha alma viajante e madrugadora. Saí em agitação e destino. Viver separado de mim mesmo cansa-me. Acredito cada vez mais na junção da racionalidade com a emoção. Provavelmente não são campos tão díspares como um dia julguei serem. Acredito no resultado dos testes paramétricos, no desvio padrão, nos arquipélagos de clusters e no coeficiente de simultaneidade.   O amor pode ser segundo Eduardo Punset = (M+PI+X) K … faz sentido.   Sendo o M amor maternal, ausência de medo, felicidade, protecção e infância. O PI o amor parental. O X o sexo, vezes a envolvência que é K mais as nossas experiências. A equação do que é a vida e as nossas experiências transactas são o nosso património e a preparação ou não, para o amor, sem a desvirtualização constante do conceito. Gosto de me cansar de volta disto, e ter momentos de paz com o resultado, antes de inevitavelmente de voltar a qu...