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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Prestianni - viva todas as cores !

Um jogador de vermelho, evoca a cor do outro que veste de branco. O negro reclama igualdade, os entendidos em raças, em danças e ofensas e em: “o meu clube não, que até tem gente da mesma cor numa estátua em frente ao campo de jogo”. Todos lançam dissimuladas formas de ajuste, entendimento, aceitação, de um tema que se não fosse tema, não daria azo a dois minutos de conversa. Na verdade, é um tema. O racismo não é sobre a aceitação de cor de pele do outro, é muito mais sobre o ascendente de superioridade que uns julgam ter sobre outros humanos feitos da mesma massa, quiçá abençoados por deuses diferentes, mas iguais. É difícil e fácil na mesma medida, entender e aceitar a igualdade. Começa entre mim e o outro, e alarga-se em círculos, até que a cadeia entre em falência, quase sempre por interesses patrimoniais. A história é a história, mas na verdade é presente, e a nossa história é carregada de quebras de círculos e açambarcamentos patrimoniais, daí tantos entendidos sobre cores. Viva...

Uma bênção às ruas que guardam a luz dos anos

Uma bênção às ruas que guardam a luz dos anos, há casas novas, crianças velhos, como sempre.   A luz? A mesma, nas ruas já diferentes!

Ardor e palavra

O ardor com que a tua boca denuncia as palavras, trago-o até hoje assente na minha pele, dias há, em que todas as causas das coisas, a ti as rogo.

Como vive a humanidade insensivel à injustiça

Tinha meia dúzia de palavras de ideias a apodrecer numa gaveta. Numas gavetas. Porque é mais do que uma gaveta. Mais do que uma palavra. Mais do que uma ideia me surgiram nos piores locais para se terem ideias, porque não existia nesses lugares, gavetas. Ideias de angústia e felicidade. Palavras de ritmos e músicas felizes. Gavetas de sítios com cheiros que me abraçaram. Palavras de morte e ressurreição. Ideias de evidência de uma divindade que seja maior do que existir de alma fechada. Como vive  a humanidade insensível à injustiça?            

Saber pela arte de outro

Boa tarde. Sei que não me conheces, mas eu sempre te conheci, li todas as tuas canções, as palavras breves, as semi breves, trauteei os bemóis, os acordes de sétima. Mesmo tu não sabendo quem eu sou, sei pela tua arte, quem tu és.  

Quando o meu mundo ainda não era mundo

Um dia, ainda não era mundo, os meus olhos não eram ver, os meus sítios eram apenas as ruas, o meu céu era no cimo da encosta do olival, o meu mundo ainda não era mundo, e eu estava a ficar com pressa,   hoje, sem saber nada de mundo, só quero a vida de quando o meu mundo ainda não era mundo.

Dançámos na voz de Cesária

Bebo a lua de um só trago, a descer d’Aire para casa, a luz na lezíria do Tejo ao longe, o teu cheiro no colarinho da minha camisa, o meu cheiro nas tuas mãos, adivinho.   dançámos na voz de Cesária, e soltei rara alegria.   Vou continuar o sonho com o vento nas vidraças, e esperar que o cheiro a orvalho, me adormeça.

Montanha

Na montanha a solidão é companhia. Há sempre ao longe o vislumbre do espaço, o caminho, o tempo, a chegada. Todos temos tempo, eu o espaço e o caminho. Na montanha há sempre um pensamento que me conduz, que me alberga, que sabe que amanhã a cidade estará igual, com as mesmas promessas de felicidade. Na cidade, a montanha é um desejo, e os dias até lá não são descontentes, são a  espera de um abrigo.