Gosto dos finais de tarde em que te oiço, em que me ouves, em que ouvimos a tarde a chilrear de passarada, a tempestade a anunciar-se, e a noite fresca atordoada. Gosto das nossas palavras de fim de dia, da exuberância com que sentes o que me queres dizer, as palavras que escolhes, e o sorriso que emprestas à pronúncia, eu, embelezado, escuto. Aqui e ali ponho sonhos, tu agarrá-los e convences-me que são bons.