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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Capitalismo

O capitalismo industrial, inova, gera emprego, cria riqueza, diversificação, sorrisos, etc. O capitalismo financeiro, retira a riqueza, promove o desemprego, polui a justiça, gera políticos, corrupção, imunidade e lágrimas. O primeiro produz a lei. O segundo não a aplica para poder reinar.

Torrencialmente

Chove torrencialmente dentro de mim, no horizonte, o sol tomba de cansaço.

Zeca

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O direito civil permite aos ricos roubarem os pobres. O direito penal impede os pobres roubarem os ricos. Enquanto assim for a instrumentalização da riqueza está distribuída à partida sempre e pelos mesmos, da mesma maneira, julgada pela jurisprudência desenhada à sua medida. Eles comem tudo e não deixam nada. Partiu num 23 fev. Sempre presente, inspirador constante.      

Esquina.dos amigos

Nunca promovo uma discussão de troca de ideias, com alguem que não acredita nas suas próprias ideias. É uma perda de tempo. Uma irritação. Uma desonestidade intelectual. Uma manipulação cognitiva para retirar dividendos de alguma forma. Assim são as discussões sobre a igualdade de gênero, a homofobia, o racismo, a eutanásia, etc. Ainda mais o são se meter politicos ou influenciadores de opinião, aí a coisa piora. Desconfio sempre de quem opina sobre tudo. Quem de tudo fala, de nada sabe. Creio na especialização. No debate. Na reflexão. Na boa vontade. No senso e nas respostas da sabedoria do tempo. Acredito no desinteresse econômico dos temas fracturantes e na humanidade. Não há outra forma. Nao entro em manobras de distração social. Acredito na: - esquina dos amigos -

discussão

Nunca promovo uma discussão de troca de ideias, com alguem que não acredita nas suas próprias ideias. É uma perda de tempo. Uma irritação. Uma desonestidade intelectual. Uma manipulação cognitiva para retirar dividendos de alguma forma. Assim são as discussões sobre a igualdade de gênero, a homofobia, o racismo, a eutanásia, etc. Ainda mais o são se meter politicos ou influenciadores de opinião, aí a coisa piora. Desconfio sempre de quem opina sobre tudo. Quem de tudo fala, de nada sabe. Creio na especialização. No debate. Na reflexão. Na boa vontade. No senso e nas respostas da sabedoria do tempo. Acredito no desinteresse econômico dos temas fracturantes e na humanidade. Não há outra forma. Nao entro em manobras de distração social. Acredito na: - esquina dos amigos -

Contágio

Todas as recordações são lembranças do tempo que se desfez em púrpura saudade e em contagiante memória. Resta-nos isso para nos continuarmos a abraçar.

Abraça te

Que em todos os fins de tarde te possa pedir para que da tua janela abraces a tua alma e te mantenhas curiosa de ti mesma e da tua humanidade... É longo este pedido, mas é rapido este momento

Às vezes, eu sou o mundo

Às vezes, parece-me que o mundo é um sítio inconsolável cheio de tristes olhos e sorrisos por plantar. Às vezes, o mundo parece-me ávido de sonhar. Às vezes, eu sou o mundo.

Inverno no olhar

Tenho a esperança de que me vejas sem eu te ver, assim, não deixarei a minha pele arrepiar-se, os meus passos denunciarem-me, e os meus olhos ficarem com a saudade toda do mundo embaciados de um inverno profundo.

14's fev.

14's de fev. Senti-me sempre despertencente do mundo, mas com a forte convicção de que o mundo me pertencia também. Foi assim na primária, na faculdade, com a malta dos blues, com a gente do jazz, com os da noite e os das "reuniões". Estava, mas estava mais só do que acompanhado. Ainda assim foi suficiente. O bastante para sentir saudade. Dois momentos a que pertenço: - Ao momento, pai. - Aos breves momentos de amigo. - Ao momento filho, nem sempre. Despertencente militante a esta pertença de sobrevivência. E, embrulhado de pensamentos passeio-me nesta tarde fresca, equilibrando-me do falso sentido da data. Despertencente, descolaborante.

Livre

É óptimo saber que já fiz as piores coisas da minha vida, a liberdade que isso me dá.

Boas vindas

Espera-me nos teus olhos e alegra-me com o teu sorriso, dá-me as boas-vindas das almas que se cruzam.

Caminho (s)

Noite. Destempero. Qualificação. Pressa. Ausência. Segredo. Imensidão. Flor. Engano. Dor. Fingimento. Realidade. Mar. Canção. Dança. Medo. Morte. Nascimento. Metamorfose. Amálgama de palavras, indício de riqueza de sentir depois de viver. Indício de uma estranha solidão de companhia. Solidão que não é companhia. Companhia que é solidão. Convivemos todos. Frequentamo-nos. Meio felizes. Meio chorosos em superlativo amor individual conjunto. Vivência. Caminho (s)

Horizonte

O cheiro antes da noite e o entardecido final de tarde, a indecisão, as luzes que se espraiam na avenida, o fresco apetecido, a melodia gemida de uma janela por um velho saxofone, a saudade aguda. No horizonte, as serras desenham o descanso dos corpos.

palavreado

Não sei como se escrevem palavras que não são palavras. As palavras, quando lhes junto letras e sentir, deixam de ser palavras e passam a ser: - eu a existir. Torno-me num lago, num areal, num profícuo e vagaroso declame de tornado visceral. As palavras. Como se transformam as palavras de nós.

Datas

Um homem sábio faz, sem dar conta que fez. Não existe data de comemorações da sua obra. Um homem sábio faz as contas no fim de executado, e guarda os resultados no peito, feito de coração e alma,

Prado

Já se fez verde outra vez o prado, e a tua ausência já soma todas as chuvas que caíram, vou perdendo o hábito de sorrir sem que me aperceba que estou a entristecer, envelheço esta criança que sonha que o dia nasce nos campos de papoilas brancas, e que sonha que o ópio é a inspiração para a paz e a morte. O prado já se fez verde outra vez, verde como um mar.

A ilha

as mãos, o silêncio das palavras silenciadas pela ditadura emocional, a transformacional natureza que o medo ao amor adia, o vento que refresca e o caminho entre as amoras que enfeitam o silvado, o mar, o alentejo, a saudade, as mãos outra vez, as mãos cerradas que me guardam as palavras por dizer, vocábulos soltos palavreados de mundo. depois a ilha, antes o mar.

...mais tarde

... mais tarde, mesmo antes que todas as papoilas se colorem de rubro, as acácias deixam todo o seu odor ser em mim, um endeusado sentimento de bem estar edificado. Todo o céu de fevereiro se contorce desejoso que a melodia se confunda com aqueles acordes maiores do embalo dos teus lábios, junto ao mar já tardio, de um mais um dia, que já é noite. Repouso a saudade da mistura que me envolve a alma. Mais tarde, mesmo antes que todas as papoilas se colorem de rubro... mais tarde. https://youtu.be/ST30-i7cZJk