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Mostrando postagens de maio, 2024

Chamo-lhes:- coragem -

A culpa não me pertence, se me presentearam com mil pecados que nem sabia existirem, adormeço sobre os sonhos que não me despertam nem embalam, e acordo com a cheiro a flores no meu leito, volto-me mais três minutos, chamo-lhes:- coragem -

A minha cidade a ficar-me desconhecida

Há medida que vou deixando de conhecer as pessoas que habitam na minha cidade, a cidade vai deixando de ser minha, e é uma cidade como todas as outras. Se lhe retirar o rio, as memórias, os cheiros e até as pessoas com que eu não conversava que já não estão nos jardins que frequentavam, a cidade já não é a minha cidade, embora a rasgue o meu rio, os meus cheiros, os meus jardins e aquela saudade de memória e alma.  É a minha cidade a ficar-me desconhecida.

Lembranças, fogo e saudade

Já tenho rugas na voz embargada, dobras no sorriso, e na face solto vincos.   Já tenho mãos abreviadas, escolhas alinhavadas lágrimas e sal.   Já tenho dores que me bastem, alegrias que me abastem, lembranças, fogo e saudade.

A fé em crer ou nao crer, é a mesma. 

A fé em crer ou nao crer, é a mesma. 

Mãe estação

Quando ser mãe é ter mais de oitenta anos, uma cadeira de saudade no quintal, o sol de maio e o cheiro a primavera, na ausência recordada das flores que voltam em cada estação.