Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2021

Viver antes que o tempo se levante a poente

À deriva, só as nossas almas gerúndio da nossa estória, estoiradas se embargam.   Em todos os movimentos sou eu, e, em todas as tuas madrugadas, vou nesta desenfreada vontade de ti, viver antes que o tempo se levante a poente.

Sentado numa pedra das que falam observo o bailado dos céus

os pássaros voam, frágeis frente ao vento forte,   sem desistência, fazem do céu resistência,   sentado numa pedra das que falam, observo o bailado dos céus.

desencanto transformado em caminho

A poesia são penas, mágoas, alegrias, desencanto transformado em caminho, mar de sal, sem tamanho.

havia existir também

Havia crianças e bailarinos, tambores e noites quentes de árvores silvadas ao vento, flautas feitas de cana-da-índia e lábios escondidos nos canaviais.   Havia perfumes adocicados pelas estações, murmuradas noites grávidas de manhãs, e manhãs embrulhadas de nós.   Havia mais do que o verbo haver, havia existir também,

O medo subtrai o amor

O medo subtrai o amor, O amor subtrai-se ao medo. Defumo incenso na sala e pouso um copo cheio de vinho por beber sobre o medo.