Negro olhar olharento
Subo ao monte Grito. Palavras que me entalam. Me consomem diariamente, Massacram. Negro olhar olharento ! De agora em diante No solstício, do céu negro e azulado, Espero pela noite, Sozinho espero. Negro olhar olharento ! Com letras quentes Construo as palavras. de sílabas que fervilham dos corpos dormentes. que se agitam, Negro olhar olharento ! Caminho acorrentado Na ansia de me libertar. A morte ? já a prefiro ! Que a falsa liberdade de por ti estar vivo. Negro olhar olharento !