Já me chamaram (por isenção de conhecimento) o pai do b2b, tudo bem, o meu humor (não entendível bastantes vezes) releva. No 500 ano do nascimento do pai (este sim, pai) da língua da pátria lusa, esta língua que vamos assassinando aos poucos, troca a beleza adjectivacional da nossa pátria por anglicanismos importados que nos ferem, como se de valiosíssimas palavras se tratassem numa descrição sem raiz etimológica que a sustente “coisas” tão vulgares como “door to door”, “budget”, “target”, “ STI – Short Terme Incentive” (este por grandeza de razão arrepia-me todo), carpark, packs, Agent Stores etc, etc, etc. E eu? Eu, ando num Portugal mais do que profundo a traduzir o que quero transmitir, que é basicamente, ganhas xis, ganhas ípsilon, ganhas xis mais ípsilon, e, já nem posso ouvir o meu companheiro do Palmas Gang, a embalar-me com um: “enquanto houver ventos e mar” – “a gente não vai parar”, e o Jose Mário Branco a gritar-me ao ouvido: “mudam-se os tempos mudam-se as vontades” verso...