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Mostrando postagens de fevereiro, 2024

- medo, frio ou amor -

O piano junta sustenidos com bemóis, menores com acordes de sétima, e os meus dedos, continuam tentados a acertar o compasso, enquanto eu sussurro em dó bemol ao sol. Só tenho de me lembrar, que de cada vez que sentir um arrepio, é apenas:  - medo, frio ou amor - e embora entenda que não se entendam os poetas, isso zanga-me, porque dizer que no despertar dos meus olhos existe mais do que ver, que existe toda a cegueira do mundo em bocados de sentir, é tão obvio como gritar: - liberdade -

Esperança matinal

São seis e vinte e já ouvi a manhã a espreguiçar-se, todas as manhãs tenho outra vez esperança.

A memória é um departamento do sonho que desconhece os planos do tempo

A memória é um departamento do sonho que desconhece os planos do tempo.

A virgindade que me dá esta cidade

A virgindade que me dá esta cidade sem amigos, sem família, com toda a solidão de que preciso.   Saúdo a rapariga do café da manhã, nesta terra que me alberga estes dias,         - desabitados -

Antes de cairmos mortos de nós

Não escrevo a dizer-te o volume e o tamanho do mundo que emanas dos teus olhos, antes de cairmos mortos de nós.

Contrabandista de sonhos

Era contrabandista, dizia-se! Contrabandeava sonhos,   foi preso por quem não habitava as mesmas estrelas do imaginário.

Vou perdendo o hábito de sorrir sem que me aperceba que estou a entristecer.

Vou perdendo o hábito de sorrir sem que me aperceba que estou a entristecer.