A subsequência anterior
A meio da década dos quarenta para os cinquenta, começo a entender o trabalho como uma atitude que não se ausenta às 17h de um dia inacabado, ou numa sexta-feira de inicio de descanso semanal. O trabalho é a desordem entre o desempenho e a necessidade do empenho. O trabalho é-o a qualquer dia ou altura, desde que as ideias surjam como complemento de resolução. O trabalho é cognitivo e emocional, e é um privilégio senti-lo assim. A perspectiva transformasse com a mudança pessoal. Os interesses alteram-se e os objectivos preenchem-se. O trabalho é auto-motivação, capacidade permanente de reinventar o prazer, e o prazer em aprender que tudo se transforma, e que provavelmente existe sempre outra forma válida de o modificar. A resistência à mudança aniquila a reinvenção emocional. A amotivação é o piloto automático em que se vive. Conceitos velhos e sórdidos de que já nada há a fazer. Velhas mentiras, destroços da alma. Longe vai o tempo em que a depressão de segunda-feira era viva. Hoje o ...