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Mostrando postagens de abril, 2024

Descamisada (estado novo? ainda há quem aprecie, boa viagem!)

Descamisada (estado novo? ainda há quem aprecie, boa viagem!) As paredes claras guardam a solidão. Quando a porta se abre e entra o frio sem anunciar a sua intenção. As mulheres na esquina conversam sobre o que olham e a forma como olham. Não há duas mulheres iguais. Mais ao largo, as motorizadas ganem fumo e os motores esforçados e cansados sobem a encosta. A manhã será passada entre os animais e as plantações. Os filhos foram à escola no mesmo autocarro que os trará ainda cedo, mas já de noite. Hoje espero o meu rapazote com ansiedade, tenho carta da França, do meu emigrado marido. Será que é hoje que o rapazote vai ler nas letras que ele tem uma amante? daquelas de decote ousado e perfume oferecido pelo corpo lá naquela terra que nem sei ser longe ou perto. Maldita sina a minha que não me faz viúva. Um vagabundo malcheiroso que me fez a maior fortuna que tenho, o meu João. Já podia morrer o estroina. Não me importava. Melhor era, que abrir todas estas cartas que não sei ler, sem um ...

Ter de explicar humor aniquila-me a libido

Ter de explicar humor aniquila-me a libido. A recorrente frase “não sei se estás a falar a sério ou a brincar” é como uma apresentação para mim. Com toda a delicadeza.