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Mostrando postagens de abril, 2023

Felizes e despertencentes poetas de abril

Felizes despertencentes, convictos poetas de abril e das primaveras.

Humildade será sempre uma qualidade não arrolada à arrogância de o ser

Humildade será sempre uma qualidade não arrolada à arrogância de o ser.

Abril, Abril

Ainda durmo sob o sonho de aroma a cravo!

Que dúvida tão certa acerca do André ventura.

... sabes continuei eu, não me parece que hajam seres estúpidos. Há sim seres que acumulam deficiências de observação acerca da boa convivência humana e, não demonstram esse défice hoje e amanhã não, são-no tão plenamente, que me parece um traço de personalidade, mas não o é, sou eu provalvelmente a observar mal a cadência certa das atitudes e opiniões. Não é pré-conceito meu, é pura e genuína observação. Tenho esta dúvida tão certa acerca do André ventura.

Para mim não desejo nada que não seja querer

Não quero, não me apetece, não tenho tempo de me dar a conhecer outra vez, sinto pouco interesse em conhecer pessoas, e o mesmo interesse tenho que pessoas me conheçam a mim. Sou desinteressante, mas também me maça mostrar o interesse que ainda posso guardar. Interromperem o meu silêncio é: - como deitaram-se na minha cama e eu continuar sozinho - Tenho um casaco pesado, que me suporta a tristeza e o contentamento. A tristeza dá-ma o mundo, o contentamento dá-me os pássaros, as árvores e as flores. Para mim não desejo nada que não seja querer.

Um milhão de palavras não mudam coisa nenhuma

Um milhão de palavras não mudam coisa nenhuma, já experimentei e ficou tudo na mesma, já uma atitude pode solucionar-se nas palavras.

Visceral elevação das madrugadas

Perco-me nos corredores intermináveis dos raciocínios que me levam à visceral elevação das madrugadas.

É como baralhar os elementos e ir a jogo

É como baralhar os elementos, a terra, o ar, o fogo, a água, a confiança, o desejo, a paz, a igualdade, a liberdade e a esperança, nada por mal, nada ao acaso, nada por nada ser, a minha casa é onde prendo as minhas amarras do abismo, respiro e adormeço na essência que me une ao silêncio e, assim me fundo no desentendimento do sonho.   É como baralhar os elementos e ir a jogo.

A_normalidade

Não sei se gostava de ter pensamentos normais porque não sei nada acerca da normalidade dos pensamentos.

Cheiras a estrelas quando o sol te acorda, Rosa

Cheiras a estrelas quando o sol te acorda, Rosa.

Só a fome é farta II

A lua cresce em forma de baloiço, o sonho adormece o desassossego, deuses, demónios e lamentos, ruelas entre os dedos, moinhos a assobiar às estrelas, peixes azuis no tejo, o vento a rasgar as árvores, a poeira solta no peito. Admiro cada árvore, cada vénia que o rio faz ao passar, a solidão, o lençol manchado de vazio, a madrugada plena do prazer de nada, sem nome, sem olhar. sedenta da vida que a assola.   Só a fome é farta.

Cegueira e amarras

Todos os medos, sorrisos, cheiros, cegueira e amarras são - poesia -

Casa (s)

Imagem
Há casas felizes por fora que se adivinha terem um cão, crianças, instrumentos musicais e o advento da vida. Há casas feitas de pessoas, de abraços firmes e renascidos de dias largos de tempo. Há casas. Há a casa. Há o cheiro que transborda a quintal de cores e futuro. Que maravilha, a tua casa!   Pintura de Angela Pessoa

Partida (s)

Todos os que me partiram são património.

Folhas caídas de Outubro

Todas as madrugadas ambiciono retomar à inocência, sentir-me extasiado num prado verde repleto de folhas caídas de Outubro, sentir o rio que se queda de aqueduto em aqueduto, de açude em açude.

Escrita cardíaca

Escrita cardíaca e desenfreada, recolhimento da música e do silêncio, construída por enclaves onde o sol desvirginda a luz, o cheiro rasga o nevoeiro da poesia, e a serra e o mar desordenam a ordem das coisas.   Escrita cardíaca que me sobra do coração.

Naif

Naif, a complexidade elaborada da consciência da simplicidade.

A ambiguidade da minha existência é o perímetro da alma.

A ambiguidade da minha existência é o perímetro da alma.

Acredito em Abril no peito de quem me abraça

Acreditei em Abril. Acreditei mais em Abril do que em deus. Acreditei que ao povo seria distribuída a liberdade, escola de acesso igual para todos, saúde em partes iguais, emprego de justa remuneração. Acreditei nos jardins coloridos de crianças, de velhos de sorriso cheio de vida, de jovens poetas e canções a dançar nas ruas da igualdade. Acreditei e não quero desacreditar. Gosto desta loucura de negação. De outra forma, só a morte me aliviaria deste sonho de Abril, ser uma promessa incumprida.   Acredito em Abril no peito de quem me abraça.

O sr Ventura, sabe não ser, democracia

É a democracia que é filha da liberdade e não o contrário, porque castrar a liberdade em nome do angulo de onde se vê a democracia, fizeram-nos vários, e é dessa demagogia que vive o Sr. Ventura, raios o partam.  Liberdade, a mãe da democracia.