Habita-me um “eu” não visível que cuida de mim. Um “eu” que me sinaliza, desperta, previne e informa. Um “eu” que me diz sim e não, como um rio alvoraçado que não se pode desviar do seu caminho e do leito que o absorve. Um “eu” cuidador, amigo, terno, leal, cruel, implacável, tonto, lucido, sábio, ignorante, fugidio e presente. De cada vez que me adio faleço, “ele”, ressuscita-me. A pressa que os dias e a vida possuem é essa mesma, falecer. A velocidade do tempo nada acrescenta, ao contrário, retira. O pensamento ágil e veloz, ao invés, adiciona e acumula. Pensar, é o que o meu “eu” que me cuida desenvolve. Sentir, é o que o meu “eu” que me cuida faz, “eles” são residentes e permanentes. Sou o representante dos dois mascarado e travestido de um. Um que não sente, o outro que não decide. Um está para mim como deus está para os que crêem. Outro está para o pecado, como a mentira para a verdade. O pecado, a mentira e a presença, não se dão. O pecado, não sei se existe ou tem pre...