Fosse valsa, tango, ou aquelas danças modernas, queria sentir-lhe o tacto, Queria tactear aquele ser fascinante como o fazia com o olhar, Queria ser luar de lua, calor de sol, acorde de música e intenção. Palpitava-lhe o ser todo por completo a cada madrugada rebentada de dia, Queria tocar-lhe a alma com o coração, Sofrer a dor do medo de querer, Ocupar a sua mente inteiriça por lhe apetecer. Queria abundantemente, Querer tanto, Querer assazmente, Loucamente querer. Uma manhã de luz incandescente soube a sua designação, O cheiro, e o sorriso. Quando sentiu a mão dele acenar-lhe em boas-vindas, Saboreou até uma lágrima. Depois, Estremeceu, O caminho, o sonho e a poesia derramada de realidade aconteceram, Numa vida inteira de mãos entrelaçadas. A mão dela sentiu a mão dele, surpreendida.