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É sempre à mistura da terra que pertenço

Misturo a terra com as mãos, e penso sempre que as mãos é que se misturam com a terra, são as raízes e o lugar, que me abençoam aos braçados, que me desprendem e soltam, que me são chãos.   É sempre à mistura da terra que pertenço.

Uso o silêncio

Uso o silêncio para acalmar as palavras, as palavras para me agitaram o pensamento, as duas,  o silêncio e as palavras, para entender a poesia dos versos da existência. Gosto muito. Gosto muito.

Contruo e mato a saudade

Contruo e mato a saudade.

Não me macem com o natal

Não me macem com o natal. Tenho direito a descrer.

saudade

A cada partida celebrarei cada regresso, A cada lágrima lembrarei cada sorriso desmemoriado, Em cada fragmento de solidão brindarei ao velho amigo que já não tenho.

Viver antes que o tempo se levante a poente

À deriva, só as nossas almas gerúndio da nossa estória, estoiradas se embargam.   Em todos os movimentos sou eu, e, em todas as tuas madrugadas, vou nesta desenfreada vontade de ti, viver antes que o tempo se levante a poente.

Sentado numa pedra das que falam observo o bailado dos céus

os pássaros voam, frágeis frente ao vento forte,   sem desistência, fazem do céu resistência,   sentado numa pedra das que falam, observo o bailado dos céus.