Quando as palavras se revoltam e sopram todo o ódio das noites inacabadas, dos sonhos incendiados por apagar, da desertificação molecular da razão, como se não soubesse nada, e nada houvesse para além do mundo que me toma de assalto, vertiginoso, desabitado, cruel, crucificado, e os meus amigos inimigos, voltassem inimigos amigos. Estranha, esta natureza desumanizada a que chamo natureza humana.