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não poderia ser de outra matéria que não esta

n as palavras que não sou, reconheço a metamorfose, depois, sou, não poderia ser de outra matéria que não esta.

Ucrânia

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Quando um homem cobardemente se acha dono de outros homens, de terra, de pensamento e liberdade, já não pertence à raça humana, está provisoriamente por cá, e a cada dia morre um pouco submerso em si próprio.

Estranha, esta natureza desumanizada

Quando as palavras se revoltam e sopram todo o ódio das noites inacabadas, dos sonhos incendiados por apagar, da desertificação molecular da razão, como se não soubesse nada, e nada houvesse para além do mundo que me toma de assalto, vertiginoso, desabitado, cruel, crucificado, e os meus amigos inimigos, voltassem inimigos amigos.   Estranha, esta natureza desumanizada a que chamo natureza humana.

saudade e amor

Saudade que não é saudade, pertence a um amor que não é amor.

Serra que avisto

o cheiro entardecido a final de tarde, as luzes que se espraiam no fresco apetecido, a melodia gemida de um velho saxofone a saudade aguda.   No horizonte, as serras desenham o descanso dos corpos.

O poema que declama a vida foi escrito pela amor, à mão

O poema que declama a vida, foi escrito pela amor, à mão.

Escrever é fazer contas comigo

Escrever é estripar-me. É dilacerar o meu sentir. É a forma mais real de desconhecer a vida sentindo-a.  Escrever é fazer contas comigo.