Mansamente, o desejo de que a ilha tivesse invadida apoderou-se de mim, ver-te, já era alegria no meu peito, um dia desafiei-te a “desdançar”, acedeste embelezada por teus lábios de sorriso, mais tarde, o teu nome ficou por metade segredado à outra metade, agora, as mãos já não são somente mãos dadas, o peito, já não é apenas peito abraçado, o desejo é: - que mansamente as encantadas madrugadas habitadas de palavras e vida partilhada, sejamos nós - um dia, dissemos sim como a moça mais linda do bairro operário aconteceu no poema que cantámos dedilhado, agora, sobrevivemos à saudade guardando o tempo num abraço e caminho velado. Mansamente, estrela, mansamente!