Honro esta cidade não saber de mim, este mar ser a janela onde me debruço, este cheiro a norte, este imaculado anonimato, onde deambulo irreconhecível na proximidade do desejo, adoro ver homens que nunca vi, mulheres que nunca me viram, e a virgindade de não ter amigos, carregada de toda a necessária solidão. Saúdo uma rapariga que não conheço ao café da manhã, ajusta-se em mim esta cidade que me alberga estes dias.