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Dentro de todas as possibilidades

  Dentro de todas as possibilidades, é normalmente a improvável, que se esvai na decisão do coração.

Blogger Cardílium

 Após 20 de blog sapo chegou a hora de "exportar" este acumulado de palavras para o blogger.  O mesmo proposito, ir desabafando por aqui as palavras que me sobram.  Para trás ficaram os seguidores e quem eu seguia que não transitaram para esta nova plataforma, erro meu má fortuna 😉 ou impossibilidade, nem percebi. Vamos "escrevinhando"!

Bater de coração

As tuas palavras pesam o universo inteiro, ao cair do dia, já noite instalada,   eu, adormecido pelo sol, podia morrer agora que a vida me tinha consolado a partida,   vou fazer para que me esqueça de acordar, e assim, possa prolongar este bater de coração.

Esvaziar-me de presença

Quero através destas palavras esvaziar-me de toda esta dor do passado. Esvaziar-me das recordações. Do cheiro. Da ausência. Da memória. Da vez que nos encontrámos e fomos estranhos. Onde ficou a nossa intimidade? Onde abarcou a nossa história? Em que porto?   

A quem nunca foi desordem

O tempo torna-se cada vez mais incolor, a estrada tem cancelas intransponíveis e eu já não sei o caminho, já não sei onde habitas.   a vertente do sul ao sonho enviesou, já não posso esperar pessoas, espero por mensagens, o frio por aviso, a chuva por alerta, e a tempestade planeada.   Chamam caos à planificação, e acredita nisso, - quem nunca foi desordem -

Mulheres a 8 de Março mais todos os dias do ano

Não se dão flores a 8 de Março que não se dêem, noutras datas, é igual para os abraços, beijos, outras atenções e ternuras de data assinalada, não se proclamam direitos adquiridos à nascença na data de cada uma, não é uma questão de género, não é uma questão sequer. Deixo-te hoje mulher, o que todos os dias te deixo.   

António Lobo Antunes

Foi companhia, abertura de janelas mentais, viagem, confrontação, amor, gentileza, guerra, paz, cartas das que devemos escrever sem medo. Foi sem sítio, sem favores, com dignidade, corredor infindavel de ajuste à humanidade, solidão de companhia, solidão de ausência, paciência à impaciência, um arquipélago de insonia no cu de judas. Obrigado, António.