Nuno Santos o opositor raptado
Se D .Sebastiao ou o Marquês cá voltassem outro galo cantaria. O Bugio seria da freguesia da Trafaria. A Boca do Inferno seria o cemitério do Fim do Mundo, das Marianas e da Pedreira dos Hungaros. Gente dessa não merece uma sepultura de sete palmos de terra, merece as profundezas do Inferno. A vizinhança da quinta da Marinha embargaria tal obra. Apareceria a Tita , a Pita, a Bábá, a Bóbó e o Marquês de Alorna numa festa de beneficiencia a dar uns agasalhinhos para o Inverno, numa elevadissima passagem de modelos.
Se o General Humberto Delgado cá voltasse, abriria à beira Almonda em plena reserva natural, a sua tasquinha de enguia frita ou grelhada. Tentaria embargar a obra do Nuno Santos (o raptado da oposição que historia tão mal contada ), em prol da Natureza devassada. E assim os hectares alentejanos continuam por cultivar, os nuestros hermanos vendem a batata, o tomate e o azeite mais em conta. Os subsidios Europeus revertem assim a favor da Mercedes, da Wolkswagen e da Nissan nos seus mais nobres avanços tecnologicos.
Se Deus descesse há terra Judas seria canonizado. E assim se vai sentindo a vida, mesmo que o punhal do nosso melhor amigo nos ferre nas costas. Já tudo é normal neste mundo de imbeci , onde pensar nao faz parte de viver. Conheço pessoas que mesmo tendo eu mais idade, são mais velhos do que eu. Vergonha é que sinto por pecados que não cometi. Quando o chefe entra só não saio se não puder. Não gosto de pedir nem de receber. Gosto de trabalhar. Gosto de musica. Vou gostando de futebol. Não gosto de partidas, nem despedidas. Gosto de reencontros. Não gosto dos 27 C para cima. Gosto de cinema. Gosto de ler. Gosto do cheiro a terra molhada das primeiras chuvas outonais. Gosto de conduzir. Gosto de viajar. Gosto de rever. Gosto do cheiro a rosas. Gosto do cheiro da colonia do dia a dia que usas. Gosto mais do que perfumes. São mais suaves. Gosto de cores. Gosto de crianças. Gosto de velhos sabedores.
Não gosto de betos, nem de broncos. Gosto de expressoes. Gosto de loucos. Quando acordo fico sempre uns largos minutos, para acreditar que acordei. Sinto os olhos pesados nas palpebras. Sinto o sono invadir-me a alma. Gosto de acordar e adormecer devagarinho. Gosto de dormir sem me preocupar com o acordar. Gosto do fim de semana. Gosto de "giboiar-me" pelo sofá, no meio dos livros que tenho para ler, livros academicos de um sonho por realizar. De um sono por acordar... Abraço
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