Maxime !
Recuo uns anos e revejo-me. É nas diversas visitas que me faço, que avanço. Recuo para avançar. Nunca percebo que estou a avançar. Vejo-o depois, quando me revisito. Inteligência é gostar de pessoas. É ter uma boa alma. É tratar bem. Ser e estar presente. É caminhar pela verdade, pelo coração, na poesia que é a vida, ter tempo para viver a Natureza. É nela que existem as respostas. Forçar não é Amar. Abrir mão é respeitar, admirar, não tendo á mão o julgamento. Julgar que faríamos sempre diferente, é não nos igualarmos, a alguém que vive com as mesmas necessidades básicas. É julgar o essencial e o acessório. É diferenciar. Na diferenciação nasce a hipocrisia, a ambição desmedida, o lucro fácil. A vida encarregar-se-á sempre de sinalizar, de ensinar. Nem sempre se recolhem ensinamentos. A vida não é a praça da alegria, mas é nas praças, que fazemos alegria. Ontem tentei em plena praça da alegria ter alegria. Não naquele programa televisivo. Vi uma fila de pessoas iguais, tentarem entrar num bar, não moderno, mas da moda. Fazia-se uma selecção apurada á entrada. Entravam os amigos do porteiro, do dono, quem acusasse maior teor alcoólico por milímetro cúbico de sangue, ou quem se tivesse drogado há menos tempo. Cinco portas acima num bar anti moda, estava a começar a tocar, três dos melhores alunos de uma velha e primeira escola de música
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