Pré - Sines 2007

A esperança arde entre brisas incandescentes e multidões em silêncio. Espero pelo fugaz encontro. Encontro marcado por um cruzar de olhares. Profundos olhares. O dia ainda não nasceu. Já se põe o mar. Corro na areia para a foz. Misturo as pegadas e perco-me. Perco a esperança adiada e os sítios que não guardei. Troco beijos com as gaivotas que me assobiam com voos rasantes ao entardecer. As escarpas onde me debruço em silencio dançam comigo. Troco ideias que não param de me assaltar. Sinto-me roubado pelos pensamentos que solto. Sinto-me tão bem. Perdido nos encontros da viagem que começo. Vou hoje para o castelo. Vou hoje para o mar. Vou á boleia do sol. Viajo com a lua e as músicas do mundo. Vou para além do Tejo. Do outro lado do rio. Do lado de cá de mim. Espero amigos, embargado na ânsia da chegada. Adio o regresso na areia molhada de sal. As marcas guardam os momentos. As casas vestidas de branco olham imóveis viajantes dançantes. O Castelo envolto de luz revive fartas festas principescas. O luar aparece escondido do mar. As nuvens sombreiam os meus passos. Abraço a minha filha e caminho pelo mundo

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