Maldoror & Ca lda

Maldoror foi das últimas obras de arte que vi. Repeti. Sarcástico, em episódios. "Pois bem, que assim seja! Que minha guerra contra o homem se eternize, já que cada um de nós reconhece no outro sua própria degradação... já que somos ambos inimigos mortais. Quer deva eu conseguir uma vitória desastrosa ou sucumbir, o combate será belo; eu, sozinho contra a humanidade" Lautreámont “Os Cantos de Maldoror”.


Ícone maldito da poesia absoluta. Uma viagem ás lacunas do ego, á fome insaciável de ego. Frio de raciocínio, alma de paixão. visionário e tortuoso. Espectáculo embriagante salpicado com o peso que carregamos nos ombros. Obrigado Adolfo.


 


Dias depois “The Cure”, mais do mesmo. Não sabe bem ver o mentor equilibrado e sóbrio. O revoltado está resignado. Já vota e participa nas festas de caridade. Os góticos fiéis de olhos pintados e lentes de contacto transparentes continuam em depressão. Lindo.


 


Para muito em breve Portishead que me tira o sono e faz borboletas na barriga. Dez anos depois de me ter apaixonado pela sua musica e ter feito milhares de quilómetros na sua companhia. Logo logo a seguir Nick Cave termina com os bilhetes que já dormem na carteira.


 


Neste meio tempo Mário Laginha e Bernardo Sasseti, Sem palavras. Homenagem ao grande Zeca Afonso. A liberdade afinal esta a passar por aqui, os vampiros existem, não há machado que corte a raiz ao pensamento, os vocábulos são redondos, a Grândola ainda é morena, assim sendo traz outro amigo também. Arrepiante cada nota daqueles pianos siameses.


 


Como diz o Pereira “the party never finishes”

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