o beijo....

Cada cor que se solta nas palavras são enigmas. Sofrer de dislexia ou ser daltónico não faz com que as palavras deixem de ter cor, ou que cada cor não possa ser dita por palavras. È como dar e receber. Se quero muito dar, recebo. A liberdade não faz de mim um ser livre.


Creio até que a liberdade plena não existe. Há momentos. Tal como a felicidade e o contrario dela. Tudo é efémero. Tudo vai e vem. Tudo se repete e se transforma. As ondas do mar sendo iguais não o são. São metamorfose. São movimento.


 


Depois existe o beijo. O beijo é como uma viagem sem destino. Nunca se sabe onde começa. Nunca se sabe onde falece. Um beijo é uma obra de arte. O fascínio de sentir uma boca, uma face. Há beijos seguros e serenos. Há beijos incontrolavelmente decididos. Há beijos eternos, basta um na vida. Os beijos não têm nacionalidade. Não têm direcção. Os beijos são intermináveis são como a retórica ou o sofismo. O beijo raro guarda-se como uma jóia. Os beijos nunca se desperdiçam. Os beijos enrolados de língua fazem frio na barriga. Os beijos encandeiam e têm cor. A simples recordação de um beijo tem vida. Tem momento. Um beijo pode ser uma vida. Não há vida sem beijos Os beijos são únicos. Ninguém os dá de forma igual. Os beijos têm mil anos e cabelos brancos.


Os beijos são de outro milénio e são eternos……………

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