Os pederastas
Chovem pedaços de corpos do céu. Os pederastas como abutres aproveitam apodrecida a carne num festim conjunto de gargalhadas sublimes. Reúnem-se em volta de uma mesa de cinismo. Esquecem-se que também caiem. Usam base para parecerem bem. Desculpam morte com atrasos e nascimentos por falta de erecção. Justificam roubos, agressões, assassinos e assassinatos com coincidências e segurança. Justificam o ruído de cem mil como se de gritos calados se tratassem. Não ouvem, estão surdos. Espraiam hipocrisia pelos poros e manipulam a estatística, como se iletrados fossemos todos nós. A pide esta de volta, indisfarçável. Pedaços de carne em montes, apodrecem. Cheira a infortúnio o nosso governo. Não há protecção, não há quem nos defenda, quem nos pague. O cidadão é o inimigo comum. Quem pensa é arrojado. Percebo melhor porque se deseduca, porque se estupidifica, porque se tira a vontade. Estou cansado do ar angélico, imaculado e sonso do tipo e seus pares. Estou farto de estar atulhado. Estou esgotado do manhoso. Estou farto de falsa humildade e da desonestidade latente. Estou desesperado da desesperança. Hipocritas de ar angelico ...
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