Silencio ensurdecedor !...
Gritam roufenhos entre os dedos
Acordes que o poeta escreveu.
Miséria, luxúria, risos e choro.
Tempestades de palavras assombram o pensamento
A luz transparente.
Cega.
O deserto de vontade fica povoado.
Desventrado de preconceitos.
Alma sublime ao vento, regressa ao útero materno.
Calam as sombras inventadas.
Ouve-se Deus, houve?
Os rios serpenteiam bairros.
Fogem do regresso atempado.
As mulheres afagam de afectos os homens.
A ética mata o código.
Na noite ouve-se do mar a espuma branca
Enrolada, enfeitiçada
Sem coerência, sem sentido.
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