Amei na Gelfa

 


Morrem os textos em amontoados no parapeito da minha janela. Troco-os por notas, que luto desenfreadamente em cada semestre, a caminho de um mestrado que faz de mim, apenas e tão-somente, um navegante quinhentista. Este está feito. Darei vida a outros textos, que criarei sob o comando directivo de um comandante. Sou imediato, abaixo de cão. Continuo, madrugada após madrugada, a procura incessante das palavras, e dos conceitos mais apropriados. Pelo caminho “acho coisas”, reinvento-me. Pelo caminho “sinto coisas”, tenho tempo, invento e vivo. Usei sempre o tempo por intuição. Quase que me sinto ao contrario. O mestrado será apenas um apêndice acerca de “algum pouco conhecimento adquirido, um cunho pessoal”. Comecei a minha aprendizagem de vida novo e quase morri. Agora estou mais vivo que morto, contai com isto de mim, para cantar e para o resto. Amarei sempre. Nunca se deixará de amar, alguém que já se amou. E eu já amei e tive medo. Amei poucas vezes. Amei na Gelfa......Venha o proximo semestre.

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