Por momentos
Amarro as minhas mãos nos teus quadris e balanço-me. Serpenteio em cada fio de cabelo teu, um quadro imóvel, sedento de movimento de corpos suados e inquietos. Alegorias, verdes prados, e cavalos soltos ao vento, enfeitiçam as estrelas que caem no teu corpo como chuva colorida, em terra árida e sedenta. Fazes de mim encanto, quebranto e condão. Sou alquimia e rosa-dos-ventos. Numa madrugada encontrei o passado a rir com o futuro.
Exclamou!..
Porque não vieste antes?
Onde vivias?
E os teus sonhos?
És feliz?
Passei ao largo para não atrapalhar. Desciam do céu, cândidos olhares que trespassavam corpos de luz. Senti um acido envolver me a mente, que rapidamente ficou dormente. Os meus membros levavam-me, sem que eu soubesse a direcção. Abracei-te e adormeci esperando pelo acordar translúcido. Continuei no labirinto que por momentos já não o é.
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