Difácil...
Estou cansado, infértil, desesperançado, sem ideias. Estou em Junho, meados do ano mas afinal, final para mim. Durmo quase nada, trabalho tantas horas como as que consigo estar acordado. No meio desta insane forma de estar e trabalhar, passam-me ideias desgastadas. Penso no amigo do deslize. Do deslize só sei isso mesmo, deslize. As partes não o partilharam. A da suposta honestidade falou-me no a, b, c, d e demais cognomes mas esqueceu-se do x. A outra, posso perceber que se cruza comigo na vida, mas a protecção impera…… vale o que vale. Isso distingue-me.
Esta expressão, é pródiga em retirar dimensão, em ajustar e situar.
Espero por meados de Julho, e outro título honorífico juntar-se-á a um curriculum já recheado de “merdas”, que me gastam a vida, e sei lá se me dão vida. No outro Julho serei mestre, passarei mais uma data de meses isolado, a pesquisar, a estudar, a fazer e a desfazer, e da destruição criativa nascerá uma “merda” qualquer que será a ultima antes do suicídio.
Sempre me fascinou poder escolher o dia, a hora e a forma como fazer. Sempre achei 50 anos a idade perfeita para decidir a forma, “ó Grande não seja maluco diria a Susana, nem gosto de te ouvir dizer isso, então e eu?”
Estou demente, exausto, dormente, sem ideias, quase sem pais, sem filha proximamente. Sobro eu. Chegou a hora de ser eu a dar a comida aos meus pais, a deita-los a acorda-los. Nunca o fiz mas sei que estou preparado. Sei que sou capaz, a vida tem me dito que serei capaz de tudo. De muito mais, do que alguma vez julguei ser capaz de mim.
Este fim-de-semana não esta a ser fácil. Um dia ouvi uma criança dizer difácil. Registei a simplicidade com que uma criança encerra, a carga que tem a facilidade e a dificuldade, numa inventada palavra. Difácil é diferente de nim. Nim é descomprometido, Difácil é fácil e difícil mas comprometido. Fantástico, soberbo. Este fim-de-semana esta a ser Difácil carregado de sentir.
Está a ser por aqui a trabalhar…com comprometimento.
Comentários
Postar um comentário