A perder de vista
Assim a perder te de vista,
A perder te de vista assim.
Prendo-me à liberdade inventada,
Invento uma prisão em mim.
Num meu peito uma masmorra,
Muitos sonhos… ilusão.
Sinto-me preso ao tempo,
O tempo não tem razão.
Viajo deste lugar,
Para um lugar desconexo.
Grades de ausência forjada,
Já não dou… já não peço.
Escrevo historia…património,
Gravado em terra sedenta.
Leio o que sinto solidão,
De mim já estou ausente.
Tomo uma droga adormeço,
Cansado de ler e sentir.
Caminho feito de pedras,
Castelo por construir.
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