Almonda

 


Baralha-me sentir-me de ferias a trabalhar. Uma parte de mim está de ferias. A outra levanta-se para vir trabalhar. A outra pode-se agora deitar porque esta de ferias. Esta engalanada a minha cidade, as pessoas ornamentam-se igualmente como se à igreja fossem.

 

Nestes dois dias atrasados usufruí de umas belas passeatas de mota. Devagar, depressa e muito depressa. A relva fresca respira. Respira melhor quando está mais vazia e a hora mais adiantada. Por ali esbocejo umas palavras com os amigos do costume, antes de me espraiar nos lençóis. Tardias vão as horas. Não gosto do número de vezes que digo boa noite. Gosto ainda menos das boas noites que oiço, insensatas. Adoidado por ali fico retirado num sítio bonito, verde água, onde após o bulício se ouve a agua descer em escadaria rumo á foz. As toilettes já se recolheram.

 

Ficam ou loucos, os que acham que entendem a lua, que dançam como se sentissem sozinhos, os que adivinham o tempo, os dos jarros de vinho, os viajantes que não são a mesma coisa dos que viajam. Eu cá aguardo os resultados das minhas noites em claro, e dos meus dias de ferias queimados com as pestanas, como se oi dizer. Ate lá vou sentido a relva fresca, vou trocando umas palavras, dando umas passeatas de moto e,.........e, vou sentindo.

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