Desaustinada

 


 

Vi uma borboleta desaustinada,

Multicolor, transparente,

Chamei-a pelo nome.

Tamanho alcance não tive,

Ignorou-me no seu voar,

E fez-me imaginar, as idas.

 

Vi uma gaivota.

Varias gaivotas,

Dentro de uma nuvem.

Sabem voar,

Num voo picado de chuva,

Fazem-me pensar, o que é Amar.

 

Vi uma criança a correr

Dentro de um mundo.

Vi saltitar sorrisos,

De entre dois olhos,

Vi um olhar.

Que me fazem pensar, viver.

 

Vi uma árvore vergada.

Enrolada, raízes.

Vi um tronco sábio,

Germinar seiva, sombrio

Um banco gélido e gasto.

Que me fez pensar, solidão.

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