A falácia complementa-se?

 


A força do que acredito é inesgotável. Desacredito no encantamento de possuir. Encanto-me pelo desprendimento e a facilidade com que a lucidez me enlouquece. Falo neste canto quase anónimo dos meus pensamentos peculiares, naturais e intrínsecos, que não são entendíveis na maior parte das vezes, ao discurso dos meus amigos mais distantemente contíguos.

 

Vivo viciadamente numa individualidade que prezo, mas que sei ter um preço. Dividi-la seria um preço muito alto. A lua meia em crescendo, ilumina a noite tão forte quanto a cheia. É sempre minha a forma com que me olho e revejo. Sou boa pessoa. Sou único, especial e diferente. Não há ninguém como alguém. As diferenças são ou não incompatíveis? Não o são na pessoa do outro, mas são-no na perspectiva individual do admirar e contemplar. Gasto-me como os outros e os outros gastam-se como eu.

 

As pessoas não são coisas que se têm e se deixam de ter. Se se teve alguma vez, ter-se-á eternamente, mesmo não tendo. Se nunca se teve, nunca se terá. Os timbres alteram-se e alternam-se, tal qual as alternadeiras de bandeja não mão, num qualquer sitio onde se vende ilusão. Compra quem quer, necessita ou acredita. A humanidade tem escrito e descritos direitos em artigos. São trinta, e ensinam como deve ser tratado um ser humano.

 

A Bíblia salvo erro também tem, ou tinha ou teve. Como tudo. Ou é, ou foi, ou não foi e será….A velha questão da efemeridade não ser definitiva e vice-versa. Uma mão cheia de tudo e outra cheia de nada. De besta a bestial e de bestial a besta, em breves momentos, distintos, longínquos e próximos. Acreditar e desacreditar é no fundo a mesma merda… É tudo a mesma carneirada …. A falácia complementa-se?

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