Alem Tejo

 


No céu implícito o teu nome,

Brilha,

Jaz, afigura-se, padece.

 

As tuas mãos fortes em dedos airosos,

Esbeltam a tua face na lua,

Rodada para poente.

 

O sol madruga em ti, nascente,

O quente que trazes nos lábios,

Parte de ti, ofertado.

 

Sei-te amargurada,

De não teres Alem Tejo,

A terra que te pariu.

 

Reconheço o teu brilho,

Quando entre os montes vês,

O Guadiana contemplado

 

Graciosa falas de silêncios,

Hipotecados, doados,

Desprendidos e amarrados.

 

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