“Dai-nos a paz”

 


Refúgio emergente do vento e saudade em fervença. África incendiada pelo gosto escapulido e quente, árduo e vadio, evadido da noite num mar urgente. Invadido, difícil e toante esta alegria de espuma, feita de luz. Encanto e sedução carregam esta lágrima num sorriso ténue e arrebatado. Abjecta pura ilusão o tender idílico e imaterial. O mar revoltoso de bem, fere a rocha que se esbate numa cor cada vez mais escorregadia e verde. Subelevo de admiração intrínseca a imensidão do abismo, visto da ilha que inventei existir. “Santa Maria Mãe de Deus” sussurro. “Dai-nos a paz”, grito. E em enlevos de brilho, peço a Deus que me guarde os que Amo. Em êxtase retiro-me e adormeço, ciente que a liberdade pela madrugada rompera afora os seus pergaminhos. O mundo apregoará o dia. África acasalara o mar com as marés. Estou prenhe de solidão.

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