Abriu-se em dois o mundo

 


 

 

Abriu-se em dois o mundo. Emir Kusturica em festa num Alentejo quente quente. Gosto de ver o brilho emanado da minha filhota a dançar. Entre amigos que não sendo os dela o são. Amigos acompanhantes da sua evolução e crescimento. Os dias esgotam-se em ordem decrescente em direcção ao sonho. Está aí. Mais uns dias e vai. Experiência independente de apelo á responsabilidade e maturação.

 

Abomino o julgamento em forma de proibição. Retiro ensinamentos diários acerca do adiamento e da mentira disfarçada de verdade, incongruente e ilusória. O tempo será sempre o único e final apreciador. A coragem é o início da verdade. Desiludo-me sempre, antes de me voltar a iludir. Caminho degrau a degrau num experimentalismo sensorial, observado e meu.

 

Combino prosas, poesias e histórias. Pinto quadros, músicas e teatros. Entendo o Amor desiventado. Quanto mais feliz mais breve o é. Na estrada sinuosa desembarcam prodígios e devaneios. O coração eleva-se conquanto a lucidez se constrói. A metamorfose do meu ser é resolução da magnitude de enfrentar o destino. Feito dia a dia, na abstracção do que há-de vir.

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