A paridade da destruição criativa

 


Debruço-me hoje sobre finais. Finais são sempre estados de espírito diferenciados e de não fácil, ou difícil execução e aceitação. Os finais são a oportunidade dada aos inícios e normalmente a oxigenação da vida. Sabendo nós que o oxigénio é elemento fundamental no processo clorofílico, entende-se então como essencial à vida inicial, o final. Inevitavelmente o processo do bonzinho esvai-se na mentira que foi essa própria criação de outrem. Esgota-se igualmente a besta criada e posterior, que não se ajusta exactamente à terrível criação. Nem sempre nem nunca, nem oito nem oitenta. Diz o povo que a virtude está no meio, que metaforicamente se poderá entender, como o fiel de uma balança que é a vida e o equilíbrio que se procura nas crises, finais e inícios. A crise assim dita induzida por um qualquer final, não é mais, do que tão-somente a oportunidade criativa para reinventar a nossa essência perdida na agradabilidade ao outro. O azeite sendo a verdade é mais leve que a agua sendo a mentira. O fascismo ou a guerra gerou sempre em novos países “lufadas” de ar fresco e valor pela vida. Depois da tempestade vem a bonança e nem tudo o que luz é oiro.

 

“A destruição criativa ou destruição criadora em economia é um conceito popularizado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter no seu livro Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942). Ela descreve o processo de inovação, que tem lugar numa economia de mercado em que novos produtos destroem empresas velhas e antigos modelos de negócios. Para Schumpeter, as inovações dos empresários são a força motriz do crescimento económico sustentado a longo prazo, apesar de que poderia destruir a estrada, no valor de empresas bem estabelecidas.

"O processo de destruição criadora" escreveu Schumpeter em letras maiúsculas, "é o facto essencial do capitalismo", com o seu protagonista central do empresário inovador”.

 

É o mesmo com a oxigenação da vida nos “finais”, e a paridade da destruição criativa.

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