Continuarei….
No mais fundo de mim existe uma nascente viva. Um rio subterrâneo de água límpida que se percorre entre grutas sinuosas. Uma síntese de aglomeradas plantas libertam um cheiro que não exala um perfume famoso. Dentro de mim existe um firmamento de varias galáxias. Dentro de mim os dias esgotam as fontes. Num interior em descoberta existem bosques de sentidos desagregados, onde habitam cavalos selvagens. Existem indomáveis sonhos sólidos e vagos. Dentro de mim existem soltas razões por amoldar. Dentro de mim amalgamam-se elementos. Agua, terra, fogo e ar. O rio translúcido e cristalino que corre, o vento bravo das montanhas, o cortar gélido de sol na minha cara, o fogo que me invade desproporcional, incoerente e sábio. Assim, sobrevivo ás bebedeiras ressacado das manhas morenas entrançadas de sol fugaz. A saudade é uma forma de sentir que não gosto e abomino. Gosto de me espraiar. Tenho saudades da espuma do mar e das ondas desordenadas como o meu sentir. Tenho saudades do sol do vale furado, da maresia e do nevoeiro de luar. Tenho saudades dos olhares e dos dedos passados por mim. Gosto do entendimento do não falar. Apetece-me o abraço que me faz sentir parado o mundo. Quase trezentos textos depois e três anos de vida já tem este espaço, espaço. Continuarei….
Comentários
Postar um comentário