Parabens !

 


Uma angustia fervente. Um mar de água represa para que não me inunde. Um pensamento feito de tão farto sentir que não me abandona. Um fingimento por necessário ser. Um sentir que não pode ser notável entre as nove e as cinco. Uma obsessão pelo imediatismo para que a comporta se possa abrir e desaguar, num desabafo de mim para mim. Uma dor no peito que flutua e arrima. Um projectivo vislumbre do que está para vir. Um desadequado e desenquadrado estar. Um não conseguir olhar de frente. Uma presença corporal feita de ausência. Um saber que apesar de tudo, estou melhor aqui do que não. Um escapar de mim dissonante, cognitivo e emocional. O teu olhar azul fluorescente continua a iluminar-me. Até já, vou até aí dar-te os parabéns.

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