Conto balançado
Numa batida com ânimo jazz,
Energia forte,
Suave e suada,
Unem-se vontades,
Não anunciadas.
As vontades deviam anunciar-se,
Como a primavera,
Ou o Outono,
As vontades deviam,
Agasalhar-nos.
E descobrir-nos?
Não!
Numa batida Funk de cadencia,
O verão cria noites,
Ausência de sono,
Corpos dançantes,
Austeros de presença.
Vontade misturada!
As vontades deviam,
Autorizar-se!
Numa batida Soul,
Corpos embalados,
Conversas trocadas,
Por olhares,
Calmos e bailarinos.
Feito de estrelas.
Os passos marcados,
Liberdade roufenha,
Numa voz negra de tão suave.
As vontades deviam,
Balançar-se… no Soul!
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